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10 abril 2010

Prestando contas.

Dep. Janete e o Capitão Cezar, da Marinha do Brasil.

Aconteceu nesta sexta-feira (09), na sede da OAB-AP, uma cerimônia de prestação de contas do mandato da deputada federal Janete Capiberibe (PSB). Na ocasião foram lançados uma revista informativa (“Porta Voz”) e o site da deputada (WWW.janete.capiberibe.net). Diversas autoridades estiveram presentes assim como, diversos parceiros do mandato da deputada.

A presidente da Associação das Vitimas de Escalpelamento do Amapá, a Srª Tereza Santos, agradeceu a deputada Janete o seu empenho e sua luta na aprovação da Lei Federal 11.970/2009, de sua autoria, que trata do combate e prevenção ao escalpelamento, tornando obrigatória a proteção no motor, eixos e partes móveis das embarcações.

Usou também da palavra o chefe-geral da Embrapa no Amapá, Silas Mochiutti, que agradeceu a deputada à alocação de emenda no valor de R$ 800 mil para financiar a construção de um complexo de laboratórios de referência para realizar atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação em aqüicultura e pesca. Mochiutti parabenizou e elogiou a forma pela qual a deputada Janete exerce seu mandato.

José Tavares (Reitor da UNIFAP) e João Capiberibe (Pres. do PSB), presentes no evento.

O reitor da UNIFAP, José Tavares, também esteve presente e disse que jamais poderia faltar a esse evento para poder dizer a todos que tem muita gente, na política amapaense, que fala muito da faculdade de medicina no Amapá e que nunca fizeram nada por isso, e disse a todos que o prédio onde irá funcionar a faculdade de medicina está sendo construída graças às emendas que foram destinadas a UNIFAP pela deputada Janete. “Quando existem parcerias responsáveis as coisas acontecem. Parabéns deputada pelo seu espírito de responsabilidade”, disse o reitor Tavares.

Dep. Camilo Capiberibe (PSB), Promotora Ivana Cei e o Promotor Adauto Barbosa prestigiaram o evento.

O promotor público Adauto Barbosa esteve no evento representando o Ministério Público e o coordenador do projeto “MP Comunitário”, o promotor Paulo Veiga. Barbosa agradeceu a parceria da deputada junto ao MP onde através de uma emenda sua no valor de R$ 500 mil foi possível comprar dois ônibus e com isso levar o MP as comunidades mais carentes. “Deputada Janete, parabéns pela sua conduta extremamente responsável com o seu mandato”, falou o promotor.

Por fim a deputada Janete Capiberibe (PSB) agradeceu o reconhecimento de todos e explicou as razões pelas quais estava ali, naquele momento, prestando contas do seu mandato. “A transparência deve ser a marca principal de mandatos socialistas.” Enfatizou Janete.

Quem quiser mais informações sobre o mandato da deputada federal Janete Capiberibe (PSB) acesse o novo site WWW.janete.capiberibe.net.

08 abril 2010

Depois de 20 anos, Sarney vai retornar à Presidência

por Josias de Souza:

Calma, não se exalte. José Sarney deve mesmo sentar-se na cadeira de presidente da República. Mas será por poucos dias.

Três fatídicos dias. De segunda a quarta-feira da semana que vem. Período em que Lula estará em Washington.

Para tranqüilidade geral, Sarney apressou-se em avisar: "Se isso for confirmado, cumpro protocolarmente. Já fui presidente, é um tempo que já passou".

Passar, não passou. O brasileiro de meia-idade ainda traz na memória, por exemplo, a taxa de inflação que Sarney legou: 80%.

Os mais jovens talvez se perguntem: Por ano? Convém informar: não, não, 80% ao mês.

Deve-se à legislação eleitoral o retorno momentâneo ao passado. Os candidatos de 2010 estão proibidos de ocupar cargos executivos desde 3 de abril.

Na ausência de Lula, deveria assumir o vice José Alencar. Porém, ele cogita disputar uma cadeira no Senado. Pelo sim, pelo não, vai para o Uruguai.

Segundo da linha sucessória, o presidente da Câmara, Michel Temer, ambiciona comparecer às urnas como vice de Dilma. Já planeja a viagem ao estrangeiro.

Ausentes Lula, Alencar e Temer, não restou senão Sarney. Presidente do Senado, ele não é candidato a nada. Tem mandato até 2014.

Por precaução, conviria a Lula nomear um 38º ministro. Ministro da umbanda.

Não um ‘tranca-ruas’ mequetrefe, mas alguém com poderes para fechar a atmosfera do gabinete presidencial durante os despachos de Sarney.

Observação minha: Todo cuidado é pouco! Ele pode baixar um decreto doando o estado do Maranhão a família “Sarney”, e aí, se contestarem na justiça, lá ele ganha todas, o ministro Gilmar Mendes e outros o entregarão com o maior prazer e dirão: “Foi feito justiça”.

07 abril 2010

Tapetemania

*Por José Reinaldo Tavares

A oligarquia Sarney resolveu afrontar o regime democrático. Eles preferem um regime em que os seus desejos são ordens, em que os adversários não podem ganhar e que a alternância no poder não é para valer e serve apenas como retórica.

Para eles, no regime ideal, as eleições são apenas para manter a família no poder. É a Sarneylândia, como disse o humorista João Gordo, em São Luis.

Quando Roseana sofreu a sua primeira grande derrota nas eleições para governador em 2006, Sarney imediatamente começou a tecer a teia que produziu a anomalia que foi a decisão do TSE. Foi aquele ontológico escore, não me canso de repetir, que, por 4 votos a 3, cassou o governador Jackson Lago e colocou a perdedora, sua filha, no governo, em clara afronta a Constituição Brasileira.

Sarney já havia conseguido no Amapá cassar o casal Capiberibe. Ela, Janete, deputada federal e ele, João, senador. E também lá os motivos foram pueris. Gostou demais e ficou viciado na vitória por meio do chamado “tapetão”.

Hoje esse “recurso” ao alcance da família é usado à vontade com prefeitos e deputados adversários. É muito mais fácil que vencer eleições. A coisa está tão arraigada que não podem mais viver sem o tal tapetam...

Agora querem repetir a dose para impedir que Flávio Dino tenha o apoio do PT e tornar real o maior pesadelo de Roseana e de José Sarney: enfrentar o deputado do PC do B em eleição para governador neste ano.

Compuseram uma história qualquer e partiram para constranger o presidente Lula e a direção nacional do partido dos trabalhadores com recursos sem consistência para tentar mudar o resultado da Convenção.

A desfaçatez é tamanha que seu próprio jornal, que publica coluna do jornalista Ilimar Franco de O Globo, coloca sob o título de “Possesso” que o senador José Sarney, em seu leito de hospital, aguardando cirurgia de um tumor benigno na boca, furioso com o resultado da Convenção que deu vitória a Flávio Dino, disparava freneticamente telefonemas para quem conseguisse achar, dizendo que não se conformava com o resultado, que sempre apoiou Lula e que aquilo era um desrespeito com ele.

Mandou Lobão e Temer falarem com Lula que o PMDB estava batendo tambores de guerra e que não aceitavam aquele resultado. Lula, tarimbado e cansado com a impertinência, apenas ouviu e nada prometeu. Naturalmente, em seguida Sarney acionou o seu grande amigo Zé Dirceu.

E convenceu-o que eu, como candidato a senador, obrigava-os a conviver comigo, que não parava de falar mal de Lula e do PT em meu Blog e que, além disso, era eleitor do Serra. E Dirceu se apressou em postar nota em seu Blog, nesses termos, tentando influenciar a direção nacional, já que nada podia dizer de Flávio Dino, que está lá no parlamento defendendo o governo Lula todos os dias.

Respondi ao Zé Dirceu que primeiramente estava orgulhoso desse hipotético leitor do meu Blog e depois dizendo que aquelas opiniões só eram possíveis porque elegeram Sarney como único interlocutor no estado, pessoa que é conhecida por tentar queimar adversários junto ao poder federal.

Que eu era do PSB, partido da base do Lula, que tinha Ciro Gomes como pré-candidato e se este não confirmasse a candidatura, o apoio a Dilma era questão fechada nacionalmente no partido e que eu votaria nela, assim como Flávio Dino, que abriria um novo palanque para a candidata, muito melhor e vencedor do que o da oligarquia. Disse-lhe ainda que respeitassem a vitória do Flávio na Convenção.

Foi uma vitória limpa e transparente, como atestou e aprovou o observador da direção nacional presente a toda a convenção. E que não compreendia essa atitude de hostilizar correligionários que em momento algum descumpriram as diretrizes nacionais para coligações aprovadas em convenção nacional. Para atender Sarney estão prejudicando a candidata Dilma.

Na verdade, a atuação do PMDB é um jogo de faz de contas, pois na Bahia não retiram a candidatura do ex-ministro Gedel Lima, que vai enfrentar a reeleição de Jaques Wagner do PT. Só não vale no Maranhão? E o mesmo deve ocorrer ainda no Rio Grande do Sul e no Pará, onde PMDB e PT vão se confrontar. Repito: só no Maranhão não pode?

Porém, na última quarta-feira em Brasília, os dirigentes do partido, como em coro afinado, afirmavam que nada mudava e que a decisão do partido no Maranhão seria respeitada e que fizeram tudo o que podiam. O próprio Lula, acompanhado por Dilma, foi duas vezes ao Maranhão ajudar Roseana e que assim mesmo ela perdeu. Portanto, página encerrada, e Dino seria o candidato apoiado pelo PT.

Temer também informava que apenas pediu a Lula que ele precisava conversar com Sarney, que estava muito zangado, mas que não tinha como se meter, já que nem do PT era e esse era assunto interno do partido. Todo mundo tirou o time de campo. O jogo estava jogado. Como o medo de Dino é muito grande eles ainda devem tentar atrapalhar, mas é difícil revertera decisão local sem causar escândalo nacional com grande prejuízo para a Dilma.

Roseana Sarney ficou tão abalada que no dia seguinte a derrota no PT viajou cedo para o Rio de Janeiro para conversar com Duda Mendonça. Ela o quer para ser o marqueteiro de sua campanha.

Correu em busca do homem mágico, para ela o único capaz de contornar a terrível rejeição da família e resolver o seu problema maior, que é a recusa da maioria do povo do Maranhão em dar-lhe o voto. Duda vai ter que dançar o "rebolation" para livrá-la das conseqüências de todos os desmandos da família e da truculência desses tapetões tão rejeitados pelo povo maranhense. Na verdade do que jeito que vai, nem Duda salva Roseana...

*José Reinaldo Tavares é ex-governador do Maranhão.

05 abril 2010

Sai Waldez e entra Pedro Paulo. E agora?

A nove meses do fim do seu mandato o governador Waldez Góes (PDT) deixa o cargo para disputar uma vaga ao senado, nas eleições de 2010. Em cerimônia realizada neste sábado (03), na Assembléia Legislativa, o vice-governador Pedro Paulo (PP) assumiu o governo do estado prometendo dar continuidade a já famosa “harmonia”. O novo governador será candidato a reeleição e terá a difícil articulação de manter a base que deu sustentação a essa “harmonia”, durante o governo do seu antecessor. É que há três candidatos da base pleiteando o mesmo cargo, o de governador, o presidente da Assembléia Legislativa, Jorge Amanajás (PSDB), o ex-deputado Lucas Barreto (PTB) e o próprio governador Pedro Paulo. Será que ele conseguirá harmonizar a base?

A cerimônia de posse contou com um grande público, com muitas autoridades e com sindicalistas que, do lado de fora da Assembléia Legislativa, protestavam, contra o governador que saía e o que entrava, por melhores salários e melhores condições de trabalho.

Agentes penitenciários protestavam na cermônia de posse de Pedro Paulo e de despedida de Waldez Góes.

Randolfe Rodrigues: Sobre a III Conferência Eleitoral do PSOL







O presidente estadual e membro da executiva nacional do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), ex-deputado estadual, Randolfe Rodrigues, esteve no programa, “Consciência Cidadã”, na Rádio Comunitária Novo Tempo, 105,9 FM e nos falou dos acontecimentos e decisões da III Conferência Eleitoral do PSOL que realizou-se neste sábado (27), na Câmara Municipal de Macapá.

PCC (Programa Consciência Cidadã) - Sobre o evento?

Randolfe - Primeiro, foi ratificada a nossa candidatura ao senado, apontada anteriormente. É lógico que se você me perguntar se isso significa aquela história de “prego batido e ponta virada” eu vou lhe responder que a Conferência não terminou no sábado, ela é suspensa e será retomada em forma de convenção no final de junho, mas a Conferência já ratifica uma decisão que foi tomada em outubro do ano passado, pelo diretório estadual do partido, no sentido da minha candidatura ao senado e, além disso, tomamos a deliberação de enveredarmos todos os esforços possíveis no sentido de reeditar a chamada “Frente Pela Mudança” que disputou as eleições em Macapá em 2008 com a aliança política entre o PSB, PMN e PSOL. Nesse sentido, também, ampliar o leque dos partidos com os quais o PSOL dialoga, com o objetivo de construirmos uma frente comum, de oposição, para as eleições de 2010. Também, nesse sentido, reaproximarmos do PCB (Partido Comunista Brasileiro) liderado pelo vereador Nelson Souza e pelo deputado Jorge Souza aqui no Amapá, que estiveram presente no nosso encontro, estamos conversando também com o PSC (Partido Social Cristão) comandado pelo deputado Moisés Souza e dialogar com outros partidos que estão também se localizando como oposição, como é o caso do PHS (Partido Humanista da Solidariedade), PSDC (Partido Social Democrático Cristão) dirigido pelo empresário Jaime Nunes, que terá a sede do seu diretório regional inaugurado nesta sexta-feira, como é o caso também do PTC (Partido Trabalhista Cristão), que são partidos que se localizam, no cenário político do Amapá, em um campo que nos permite o dialogo para a construção de uma frente ampla que proponha mudanças.

PCC - Sobre o artigo escrito pelo jornalista Chico Bruno, com o título “Coordenar o dissenso”, onde ele acha que o mais lógico é você pleitear uma vaga na Assembléia Legislativa e não no Senado?

Randolfe - Eu não cheguei a ler esse artigo, mas ouvi alguns comentários a respeito do que escreveu meu querido amigo, Chico Bruno que fez parte do Conselho Político, digamos assim, da campanha de 2008 à prefeitura de Macapá, tenho as melhores referências da pessoa do Chico Bruno e como eu disse não li o artigo só ouvi os comentários, então não me sinto a vontade para opinar, por não ter lido o contexto, eu só tive conhecimento do título, por exemplo, “Coordenar o dissenso” e eu quero concordar com o Chico eu acho que não há motivos para as oposições no Amapá, para as forças políticas da mudança se dividirem nessas eleições. Bom, primeiro eu considero que é legitimo o direito do PSOL e é legitimo também o direito dos pretendentes do PSOL a disputar qualquer um dos postos nas eleições desse ano, é um direito que não assiste a nenhum outro partido político, é um direito que assiste a nós do PSOL de escolhermos e decidirmos. Nós acreditamos que temos quadros políticos com condições de estar em chapa majoritária para as eleições de 2010. O povo do Amapá não vai escolher um senador apenas, vai escolher dois senadores. Qual é o problema, que existe, em ter em uma mesma chapa política de oposição, que tem a candidatura de João Alberto Capiberibe ao senado e a nossa candidatura ao senado? Gostaria que fosse provado onde isso divide as forças de oposição. Ora, se pesquisas indicam que uma candidatura pode vir a ter 30 a 33%, obviamente, se o povo mobilizado para votar na segunda vaga, dessa mesma chapa, com certeza, essa segunda vaga, terá a mesma quantidade de votos. Portanto, eu não considero, que o simples argumento que um atrapalha o outro, seja argumento bastante para nos dividir. Caso sendo, existindo duas vagas e não possibilitar aos aliados estarem juntos para disputar essas duas vagas, tendo duas vagas, não parece muito sensato e ai me parece mais com arrogância que, em minha opinião, é uma das características da esquerda brasileira. Não acredito que seja isso que o Chico tenha dito, não acredito que os meus companheiros do PSB tenham essa opinião. E existe outra possibilidade também, se o PSOL não estiver na chapa majoritária ao senado, o PSOL poderá estar na chapa, por exemplo, ao governo. Qual é a dificuldade em dialogar e aceitar o dialogo em relação a isso? Então, eu concordo com o Chico, nós temos que coordenar o dissenso. Só que o PSOL tomou uma decisão, que eu concordo com ela, o PSOL está requerendo o direito legitimo, que ele tem, de ter espaço político na chapa de oposição.

PCC – O senhor nos disse uma vez, em entrevista, que a decisão do PSOL, em 2006, de não coligar com o PSB e ter lançado candidatura própria ao governo do estado foi errada. O senhor não pode estar correndo o mesmo risco?

Randolfe – Em 2006 teve uma circunstância política que nós nos submetemos a ela: Existia a lei da verticalização e existia uma determinação nacional de reproduzir nos estados a frente de esquerda que apoiava a senadora Heloisa Helena, eu entendo que foi uma posição inclusive errada, o melhor naquela eleição seríamos nós termos construído uma aliança comum, das oposições. Nós temos uma decisão política no PSOL do Amapá, o PSOL do Amapá não irá para o gueto, não ficaremos isolados, por isso nós estamos conversando com todas as forças políticas e inclusive sendo condenado pela esquerda por estarmos tomando essa posição, inclusive, de estarmos conversando com forças políticas que estão fora do bloco de partidos considerados de esquerda, para construirmos uma chapa comum. Segundo, o PSOL deu uma contribuição, que me permitam dizer os companheiros do PSB, em 2008 eu poderia ter saído candidato a prefeitura de Macapá, nós tínhamos alternativas políticas para fazer isso, nós podíamos nos abraçar com o PPS, por exemplo, e ter uma candidatura que dividiria as oposições. Eu renunciei a candidatura a prefeitura de Macapá em função da candidatura do meu companheiro e amigo, Camilo Capiberibe, para que ele fosse candidato a prefeito e para que nós mantivéssemos unidas as oposições nas eleições daquele ano. Por que esse gesto que eu tive em 2008 não pode ser retribuído, em 2010, pelos nossos aliados? A esquerda no Brasil precisa trocar o substantivo da auto proclamação pelo substantivo da generosidade, não estou falando de ninguém, especificamente, e nem estou mandando recado pra ninguém, estou fazendo um diagnóstico da esquerda no Brasil. Nós só estamos querendo a reciprocidade da generosidade que o PSOL teve com a “Frente Pela Mudança” em 2008. Nós não estamos querendo sair sozinho, muito pelo contrário, nós queremos sair unidos. Agora nós compreendemos que o PSOL tem quadros, com qualidade política, para encabeçar uma chapa majoritária ao senado ou ao governo.

PCC – Numa analise bem real, como primeira opção ao senado, o senhor estará, mesmo na mesma chapa, disputando diretamente, os votos de um seguimento que deseja mudança, com o ex- senador João Capiberibe. Isso não aumentaria as chances dos que estão no poder, retornarem ao senado?

Randolfe – Este é um argumento que eu topo dialogar. Eu quero lhe dizer uma coisa, mesmo que o PSB não queira, nós não teremos outra opção para o senado. Eu acho uma questão de justiça histórica o retorno do mandato de Capiberibe ao senado. Mesmo que o PSB diga, Randolfe se você for candidato ao senado nós não queremos você coligados com agente, mesmo assim, nós vamos querermos estar próximos, nós não queremos divisão. Se não houver alternativa e eu saia candidato ao senado eu não vou fazer campanha contra nenhum dos outros candidatos ao senado, muito menos ao meu caro amigo, que eu tenho profunda admiração e que é uma referência da esquerda amapaense, o senador João Alberto Capiberibe. A nossa candidatura, ao senado, consolidada, nós não pretendemos fazer uma campanha de contra ponto a quem quer que seja ou a qualquer um dos outros candidatos. Eu sou da seguinte opinião, no caso especifico da candidatura do PSB ao senado, eu creio que nós preenchemos um espaço que tem para centenas de milhares de amapaenses de preencher a sua chapa ao senado, o que seria para a candidatura do PSB, inclusive uma dificuldade, porque acabaria tendo uma primeira opção e não teria preenchida a segunda opção e, neste caso, seria preenchida por adversários, então, antes de ser preenchida essa segunda opção por adversários, que tal preencher a segunda opção com aliados. Eu acho que nós da oposição temos que apresentar uma segunda opção ao senado, ao povo amapaense, uma segunda opção verdadeira. Não vejo perdas, com nossa candidatura ao senado, muito pelo contrário.

PCC – O senhor citou diversos partidos que o PSOL estaria conversando, mas a imprensa fala muito da sua relação com o PTB, e eu não ouvi o senhor citá-lo em nenhum momento. Como está essa relação sua com o Lucas Barreto?

Randolfe – Nós temos uma dificuldade nacional com relação ao PTB, é verdade. Eu tenho uma relação pessoal, muito boa, com o ex-deputado estadual Lucas Barreto que foi presidente da Assembléia Legislativa, num momento de crise, e que ele foi muito importante na restauração da imagem da Assembléia Legislativa diante da opinião pública e ai, diante disso, construímos uma relação pessoal. Eu tenho uma posição, inclusive, que tem divergências no campo de esquerda, no campo do meu próprio partido, eu considero a candidatura de Lucas como uma candidatura de oposição. É uma candidatura de esquerda? Não, não é, mas é uma candidatura que tem se colocado no cenário político, e eu vou sempre dizer isso, independente de qualquer posição que eu assuma, como um nome independente, um nome não ligado as forças que governam o Amapá. Então, em torno disso, tem uma estratégia que nós chegamos a proclamar, a anunciar ha algum tempo, que era uma estratégia, inclusive, dos companheiros do PSB de construirmos uma chapa comum de oposição e não uma chapa de esquerda das eleições, pra mudança. Quem primeiro falou sobre isso foram os companheiros do PSB e eu posteriormente só fazia reiterar o que era dito, nesse sentido de termos uma chapa comum de oposição, eu acredito que é possível, o dialogo em torno do nome do Lucas Barreto desde que haja o cumprimento de pressupostos; candidatura independente, construção de um ciclo novo de desenvolvimento para o Amapá, construção comum de um programa de governo, então, são esses os pressupostos. Eu acho que nós da esquerda estamos perdendo um tempo enorme às vezes nos debatendo com questões menores enquanto nós deveríamos como disse Chico Bruno, coordenar o dissenso.

01 abril 2010

Será? E por quê?



Um passarinho me falou que 21 deputados decidiram apoiar Jorge Amanajás ao governo do estado, Camilo Capiberibe como vice e João Alberto Capiberibe ao Senado. E a ordem é deixar Waldez Góes sem emprego pelos próximos anos.